segunda-feira, 31 de maio de 2010

Uberlândia sedia o 3º Congresso Fora do Eixo

O CONGRESSO FORA DO EIXO (COFE) é uma das maiores ações da rede que compõe o Circuito Fora do Eixo, movimento político cultural fundado em 2005 por coletivos independentes de algumas regiões brasileiras como Mato-Grosso, Paraná, Acre e Minas Gerais. Devido ao seu grande poder de articulação, tornou-se um movimento legítimo da cultura independente brasileira, apostando em empreendimentos coletivos cada vez mais crescentes em torno da cadeia produtiva cultural, através da música independente.  Hoje conta com 50 coletivos trocando tecnologias e conhecimentos cotidianamente, decidindo e trabalhando em ações conjuntas,  sendo 
O CONGRESSO FORA DO EIXO (COFE) é o principal encontro presencial desta rede colaborativa. A primeira edição do Congresso aconteceu no Festival Calango, em Cuiabá - MT, e já trouxe ótimos frutos. A segunda edição foi realizada em Rio Branco - AC no Festival Varadouro, sediada pelo coletivo Catraia, onde foram realizados intensos debates que originaram a Carta de Principios e o Estatuto do Circuito Fora do Eixo, dando uma musculatura efetiva para os núcleos gestores e fortalecendo a sustentabilidade da rede. Agora, com o Circuito maduro pode-se chegar muito além.

O 3º CONGRESSO FORA DO EIXO (COFE) surge para manter a continuidade do Encontro e Planejamento anual do Circuito Fora do Eixo, na perspectiva de fortalecimento do que se tornou hoje a maior rede independente articulada do país. Em 2010 o Coletivo Goma será o anfitrião e a terceira edição acontecerá em Uberlândia - MG, durante o Festival Jambolada.

Visando o fortalecimento de intercâmbios e ligações em rede com agentes da cadeia produtiva cultural, além da qualificação e formação dos pontos integrados ao Circuito Fora do Eixo, o 3º CONGRESSO FORA DO EIXO (COFE) se propõe a apresentar o contexto de organizações coletivas atuantes em outras áreas sociais, como o  empreendedorismo, educação, economia solidária, economia criativa entre outros. Apostando na formação, o Congresso traz consultores desses diversos temas relacionados, para analisar as atividades institucionais da rede e dos coletivos que a compõe, elaborando propostas para o melhor desenvolvimento do Circuito.

Este III Congresso Fora do Eixo acontecerá durante uma semana. Diversos debatedores abordarão os variados temas que permeiam os trabalhos da rede, com vistas à qualificação das atividades do Circuito. Além dos Pontos Fora do Eixo, outros grupos, que têm o interesse em fazer parte do processo, poderão participar e todos os conteúdos produzidos serão disponibilizados via internet tal como nos anos anteriores.

Ainda será trabalhado dentro do 3º CONGRESSO FORA DO EIXO (COFE) as especificidades da rede com os GT´s (grupos de trabalho) e plenária geral, que correspondem às demandas organizacionais da rede com vistas a apresentar os trabalhos desenvolvidos durante o ano, bem como deliberações sobre o planejamento das próximas ações.

sábado, 29 de maio de 2010

Arte Engomada

Desde sua inauguração, o GOMA viabiliza exposições de artistas locais em sua galeria - parede, que fica no espaço do bar. Vários artistas já passaram por aqui, com diferentes propostas: Lucas Laender, Aninha Kings, João Virmondes, Magrela, Hick Duarte, Rodrigo Moretti, Paula Borela, Assis Guimarães entre muitos outros.
A própria construção já funciona como um grande mural artístico, tendo paredes trabalhadas por Giulio Pascoli, Lucas Laender e Daniel Linha.
Este mês a galeria ganha uma cara diferente, com novos gestores e novo nome. Quem assume agora é Lucas Lopes, em parceria com Alexsandra e Francesca e ganha o nome de ARTE ENGOMADA. A primeira ação desse grupo será uma Vernissage de suas obras, na próxima quinta-feira, dia 3 de junho e no dia 4 já trabalham também na ambientação do espaço para receber o debate da Semana do Meio Ambiente.
Esta parceria é viabilizada pelo Goma Card e pretende contribuir com os artistas da cidade, dando espaço a novos artistas e criando um ambiente favorável para se discutir arte!

quarta-feira, 21 de abril de 2010

A RECONFIGURAÇÃO EMINENTE



Por Anderson Foca, Natal/RN
Tours constantes, produtores e novos modelos podem reconfigurar a música brasileira em pouco tempo.
A cena é comum fora do Brasil. Banda organiza o trabalho artístico por uns seis meses, nesse mesmo período grava e começa a agendar tour para mostrar o trabalho ao vivo para o máximo de pessoas e lugares que conseguir. Vai gerando clipping, aumentando seguidores em sua rede social, disponibilizando mais conteúdo e continuando a tocar.
A primeira ida nas cidades é quase sempre para não mais que 50 pessoas em dias de semana e locais sem muita estrutura. As idas se repetem e o interesse do público vai aumentando. A mídia começa a prestar atenção, a banda começa a ser chamada para festivais de médio porte e quando menos se espera aparece por aí mais um Artic Monkeys, que toma a cena de assalto e a maioria das pessoas “comuns” não sabem explicar de onde os caras vieram e com fizeram um sucesso tão estrondoso e tão “rápido”.
Sempre foi um problema para a cena independente brasileira a falta de uma estrutura de pequeno e médio e porte que suporte esse tipo de trabalho por aqui. Parece que essa lógica “on the road” finalmente começa a acontecer com mais constância graças ao trabalho de gente abnegada e interessada em criar juntos um espaço sólido para os novos rumos da música nacional. São bandas, coletivos, produtores, pontos de cultura, festivais, pequenos pubs, blogs, fotógrafos, jornalistas, entre outros agentes integrados por um bem comum que é de fazer circular e dar possibilidades para o novo.
O fenômeno não é novo, mas agora parece ser um caminho sem volta, ainda bem. Usando como dados as ações do Fora do Eixo, hoje uma das principais plataformas dessa nova lógica de circulação, os números impressionam. Em apenas três meses desse começo de ano e sem contar as ações de festiviais como o  Grito Rock, também organizado pelo circuito, mais de 80 shows foram realizados no Brasil com esse viés de tour, de tocar todo dia, de explorar lugares pouco visitados, interiorizando rotas e abrindo novas frentes de trabalho e produção. Bandas como Caldo de Piaba (AC), Camarones Orquestra Guitarrística (RN), Calistoga (RN), Burro Morto (PB), Cabruêra (PB), Minibox Lunar (AP), Nevilton (PR), Porcas Borboletas (MG), Macaco Bong (MT), Superguidis (RS), Black Drawing Chalks (GO), entre outras, devem chegar ao final do ano com média de 70 a 100 datas anuais, um número surreal para os padrões nacionais e para a cena independente como um todo.

Alguns podem perguntar: e essas rotas são viáveis? Dá para viver da banda ficando na estrada o tempo todo? A resposta é clara. Se o seu dia-a-dia for a banda dá sim. Claro, não há luxo, não a glamour “estilo Van Halen”, mas há um senso de honestidade e de respeito que gera trabalho e dinheiro. Ninguém chama banda para grandes eventos se ela não tiver currículo e emitir um sinal de que está “na pista” e quer circular. Nenhum curador de edital lembra de  um  grupo sem ele ter ajudado tocando e se divulgando e é dessa forma que as bandas crescem, mudam de patamar e passam e ser viáveis.
É importante perceber também que não são só as bandas que se consolidam com um dia-a-dia sólido. Hoje muito produtores e espaços pequenos estão arrumando financiamento, se estruturando e melhorando as condições de circulação. Quando as ações crescem o mercado acompanha e é essa soma de forças que vai dando solidez para a atividade de música no Brasil.
Claro. Os modelos são vários, os formatos são dinâmicos, mas muito me alegra que finalmente estejamos dentro de um circuito que integra uma centena de festivais, duas centenas de espaços e gente em todas as regiões dispostas a fazer a coisa funcionar. O futuro é agora, vamos aproveitar!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Grupo promove bazar no Goma!

Siga o novo! Crie seu look fashion e descolado!

sexta-feira, 9 de abril de 2010

Pena Schimdt fala sobre a nova cena musical


Defendendo a Música com unhas e dentes.

..."E agora queria passar a palavra para o Pena e para o Daniel. " Trinta pessoas olhando em minha direção. Quase uma hora da manhã, numa caverna urbana em Brasilia, uma passagem entre dois prédios, uma assembléia reunida sentada no chão olha para mim e espera. Em alguns segundos retornei da viagem que estava tendo, olhando aqueles rapazes e moças se articulando, distribuindo tarefas, relatando cada um sua parte na experiencia. Emocionados e decididos, uma cena que pode ter se repetido em muitos momentos da História. Minha viagem naquele momento era descobrir o que seria mais parecido com aquele momento ali em Brasilia. Jovens reunidos na madrugada, com um plano de ação se desenrolando e se encaixando em outros planos que tambem se desenrolavam ali ao lado. Que grande poder tem estas vidas se preparando para uma jornada comum. Eles podem chegar até a Lua! Marte! A conquista do universo, tudo é viavel quando se tem a vontade e a vida pela frente. E eu tinha que dizer alguma coisa ali, naquele momento. Amarelei e pedi para sair. - "Eu escrevo no meu blog, leiam lá". Daniel Zen, um jovem como eles, Secretario de Estado da Cultura do Acre, tomou a palavra, eloquente e elegante, mostrou sua satisfação com o esforço de todos e disse algo importante. Que mesmo sendo uma assembleia discutindo a construção da Música, na verdade todos eles estavam ali de preparando para outros papeis, tão importantes, que teriam de desempenhar como cidadãos. Fui dormir tranquilo porque o que precisava ser dito havia sido dito.

Por isso, e por que fui cobrado de minha promessa, vou ter que caprichar aqui para as testemunhas oculares deste rascunho ao vivo.

segunda-feira, 22 de março de 2010

Aceita-se Goma Card

O Zagaia - Tatuagem e Piercing - acaba de se integrar ao Sistema Goma Card, aceitando a Moeda Social em seus serviços. Há mais de dez anos atuando na cidade de Uberlândia, o Zagaia hoje é reconhecido pela qualidade técnica e artística de seu trabalho. Na III Convenção Internacional de Tatuagem, Alonso Gomes, fundador do estúdio, recebeu o 1º lugar geral de melhor trabalho e o 2º lugar em preto e cinza. Acumula ainda outros prêmios entre free hand, e coloridos.

sexta-feira, 19 de março de 2010

Nova Parceria do Goma com a ong Angá discutirá cultura e meio ambiente

O projeto será um evento bimestral, realizado no Goma, produzido em parceria com a ong Angá, através do Edital de Produção Colaborativa.Justificar
Neste evento serão fomentadas discussões sobre problemáticas ambientais, principalmente questões relevantes para cidade de Uberlândia e região do Triângulo Mineiro.

Acreditando que a divisão ambiente/cultura/comportamento não existe na prática diária, serão usadas diferentes abordagens como palestras, debates, oficinas, projeção de filmes, apresentações musicais, teatro, dança, exposições de arte/fotografia entre outras manifestações artísticas e comportamentais.

Para o ano de 2010 estão previstas 5 edições, sendo que cada edição abordará um tema diferente:
1ª : economia solidária e sustentabilidade
2ª: recursos hídricos
3ª : biodiversidade
4ª : recursos hídricos
5ª: biocombustíveis
6ª: consumo consciente

O evento será dividido em duas fases:
Dito e Feito ou Pense Repense
Debate com pessoas que atuam na área ambiental, como ONGs, setor produtivo, órgãos ambientais, personagens ou movimentos organizados da sociedade que por ventura tenham sido prejudicados e pessoas que atuam nas diferentes esferas de produção cultural.
Festa
As apresentações musicais serão tanto pocket-shows acústicos de músicos convidados, quanto DJs, dando preferência por repertório de música brasileira.

Como diferencial, adotaremos medidas de diminuição de resíduos sólidos, como venda de cervejas 600ml e uso de canecas pessoais. O projeto está muito bacana, mas ainda não tem nome. Estamos abertos a sugestões.